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ecos de cabo verde
 Esta digressão a Cabo Verde que, em boa hora, o GDP tomou a feliz iniciativa de
não só organizar mas também concretizar, esteve, permanentemente
coberta de emoções. E, a terminar não podia ter sido melhor.
Foi já na véspera
do regresso a Lisboa, dia 15 de Setembro, perante a assistência ao jogo de
futebol entre a equipa local e a AR na Academia Carlos Alhinho, que demos conta
de algumas crianças.
Metemos
conversa com a Mayarra, uma menina cabo verdiana de nove anos de idade que
surgiu acompanhada pelo avô. Foi ele que nos contou com algum pormenor que a
menina não conhecia a mãe, a Cláudia, que se encontrava em Lisboa desde os dois
anos de idade da neta.
O
sorriso da Mayarra era evidente quando se apercebeu que o avô nos estava a dar o
contacto telefónico da Cláudia em Lisboa, para uma possível
localização.
Prontamente ficou a promessa de que o faríamos. Oferecemos à já bem mais feliz Mayarra alguns mimos: pulseiras, havaianas do Benfica, doces e despedimo-nos não
sem que a Glória tirasse algumas fotos.
Já
em Lisboa faltou a coragem à Teresa F. Lopes para, como seria de esperar e seu
desejo, ligar de imediato para o
número
do telemóvel que lhe tinha sido dado, ao mesmo tempo que receava o enorme
desapontamento, caso se verificasse que “o número de telefone que marcou não
está atribuído”.
Foi, pois, só ao fim de duas semanas que decidiu fazê-lo e, ao escutar do outro
lado
a voz que lhe pareceu ser a de
uma jovem mãe, teve a confirmação de que estava a falar com a pessoa que
procurava.
Após uma curta conversa/apresentação inicial, o telefone tremia tal
como a voz comovida da Cláudia se fazia ouvir. Assegurei-lhe que a Mayarra era
uma linda menina de olhar doce e que saíra do campo de futebol muito confiante,
de tal modo que já cantarolava connosco, os apoiantes da equipa da AR, quase
vencedora, “só brilha, só brilha... “
Estávamos finalmente em condições para que acontecesse o melhor. Combinou-se o
encontro próximo da AR, a Glória, a Lurdes Miguéis e a Teresa
F.
Lopes com a Cláudia, que trouxe o irmãozinho da Mayarra de dois anos de idade.
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VoltaR
CaBo verde
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